A telepatia será possível em 8 anos, diz ex-executiva da Google e fundadora de nova empresa

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Uma empresa está desenvolvendo um dispositivo que pode permitir que as pessoas enxerguem para dentro de seus cérebros ou corpos com grande detalhe.

A tecnologia, desenvolvida pela Openwater, funciona através de uma peça de roupa, como uma toca de inverno alinhada com LCDs – e, iluminada com infravermelho, pode olhar para dentro do seu corpo para procurar coisas como tumores e hemorragias, ou artérias obstruídas.

Embora a tecnologia tenha um potencial significativo para a detecção de doenças, o objetivo final da empresa é desenvolvê-lo para comunicação via pensamento – em apenas oito anos.

A Dra. Mary Lou Jepsen, ex-executiva do Facebook e do Google, fundou a empresa em meados de 2016.

Ela disse à CNBC:

Descobri como colocar basicamente a funcionalidade de uma máquina de Imagemento por Ressonância Magnética – uma máquina I.R.M. super cara – em um dispositivo wearable sob a forma de uma toca de esqui.

As máquinas de ressonância magnética já podem ver seus pensamentos, e a Dra. Jepsen diz que trabalhou no encolhimento dessa tecnologia.

Ela disse que um dia, a tecnologia poderia literalmente ser um “boné de pensamento” e que a “ideia aqui é a comunicação com o pensamento” – para ler e mostrar os pensamentos de uma pessoa.

Enquanto a tecnologia de I.R.M. usa campos magnéticos e ondas de rádio para tirar imagens de órgãos, a tecnologia da Openwater usa luz infravermelha para fazer uma varredura do cérebro ou do corpo, pouco a pouco.

Ela funciona através de pequenos LCDs com pixels pequenos o suficiente para criar imagens holográficas reconstrutivas que, juntamente com o uso de detectores de temperatura corporal, permitem a varredura à resolução de um I.R.M.

Os LCDs, juntamente com os sensores, são distribuídos o interior de uma toca de esqui, peça de roupa ou curativo.

Os LCDs estão sendo produzidos pela empresa e podem escanear o cérebro ou o corpo de forma sistemática ou seletiva.

O sistema também pode ser usado em reverso – para focar a luz em qualquer área de interesse no corpo ou no cérebro, por exemplo, irradiar tumores.

A tecnologia também pode permitir o envio, o recebimento e até mesmo o aumento de nossas memórias, pensamentos e emoções de forma não invasiva.

De acordo com a Openwater, um número limitado de protótipos será lançado no próximo ano para parceiros testarem.

A Dra. Jepsen disse à CNBC que a tecnologia aceleraria a inovação – por exemplo, os cineastas poderiam potencialmente baixar seus sonhos e os designers de produtos poderiam baixar seus pensamentos e enviá-los para uma impressora 3-D.

Openwater do Dr. Jepsen não é a única empresa a trabalhar para a telepatia.

A empresa Neuralink de Elon Musk está trabalhando para conectar o cérebro humano com uma interface de máquina, criando dispositivos de tamanho micrométrico.

Neuralink foi registrado na Califórnia como uma empresa de “pesquisa médica” em julho passado, e Musk planeja financiar a empresa por ele mesmo pela maior parte.

Isso funcionará sobre aquilo que Musk chama de tecnologia do “laço neural”, implantando pequenos eletrodos do cérebro que poderão um dia carregar e baixar os pensamentos.

Ele disse que “laços neurais” ajudarão as pessoas com lesões cerebrais graves em apenas quatro anos.

E em oito a dez anos, a tecnologia no estilo Matrix estará disponível para todos, acrescentou.

A Dra. Jepsen observou que a abordagem da Neuralink de Elon Musk é invasiva, e o Openwater não é.

E este nosso mundo está mudando a grandes braçadas, com surpreendente tecnologias surgindo a passos cada vez mais acelerados.