Neste domingo, um tsunami de dois metros de altura atingiu a Ilha do Sul da Nova Zelândia, após um forte terremoto de 7,8 graus de magnitude

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Um forte terremoto de 6,2 graus de magnitude segundo a escala Ritcher atingiu o nordeste da Argentina na manhã deste domingo (13). O tremor foi sentido por volta das 8h locais (9h, no horário de Brasília) e não há registros de vítimas ou de danos graves.

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Segundo a ABC News, o epicentro do terremoto foi registrado a 26 quilômetros ao norte da cidade de Chilecito, localizada na província argentina de La Rioja, próximo à fronteira com o Chile.

O tremor foi pouco superficial, com uma profundidade de 100 quilômetros. Terremotos assim são menos sentidos na superfície.

Ainda neste domingo, um tsunami de dois metros de altura atingiu a Ilha do Sul da Nova Zelândia, após um forte terremoto de magnitude 7,8 na escala Ritcher ser sentido no local. Uma série de tremores secundários foram registrados em todo o país, alguns com magnitude 6,1.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o terremoto neozelandês – que foi inicialmente divulgado como de 7,4 graus – aconteceu a 91 quilômetros ao nordeste da cidade de Christchurch, às 9h no horário de Brasília.

O Ministério da Defesa Civil e Gestão de Desastres da Nova Zelândia informou o tsunami em sua conta oficial no Twitter. “Ocorreu um tsunami, a primeira onda chegou à costa nordeste da Ilha do Sul”, publicaram.

Antes disso, a Defesa Civil da Nova Zelândia havia emitido um alerta de tsunami, aconselhando moradores na costa leste de South Island a buscar abrigo em áreas mais altas.

Em sua conta no Twitter, o Ministério aconselhou aos que não puderem se deslocar para longe do litoral que subam nos andares mais altos dos edifícios ou inclusive em árvores.

Como acontece um terremoto

Os terremotos são formados a partir de fortes deslocamentos de placas gigantescas debaixo da terra. Quando isso ocorre, a energia que estava acumulada no local é liberada sob forma de ondas elásticas. Elas se espalham em todas as direções, fazendo a terra tremer.

Cerca de 90% dos tremores ocorrem ao longo das linhas de colisão entre as placas tectônicas, que passam por vários países.

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A linha de colisão entre as placas dos oceanos Atlântico e Pacífico percorre toda a costa oeste das Américas do Norte, Central e Sul.

Portanto, os países que ficam ao longo dessas falhas, como Estados Unidos, México, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Peru e Chile, têm recebido ao longo dos anos os mais devastadores terremotos de que se tem registro no continente americano.

Brasil, Argentina, Uruguai e a costa leste dos EUA dificilmente têm terremotos justamente porque estão localizados no meio da placa do Atlântico, cuja borda leste está enterrada no meio do oceano.